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sábado, 13 de fevereiro de 2016

Making a murderer - Série da Netflix se converteu em sucesso instantâneo na web.





 “Esqueça um Emmy ou um Oscar... ‘Making a murderer’ merece um prêmio Nobel. É o maior documentário que já vi”, escreveu o comediante inglês Ricky Gervais no Twitter. A estreia dos dez episódios da nova série original da Netflix vem causando sensações conflitantes na audiência. “Não. Consigo. Parar. É esmagador, mas extremamente fascinante”, completou a cantora e atriz Mandy Moore.


A intenção da Netflix parece ser mesmo causar controvérsia. Em uma estratégia pouco 
comum para a gigante do streaming, o primeiro episódio da série dirigida por Laura Ricciardi e Moira Demos foi divulgado na íntegra no YouTube




Desde 18 de dezembro, o capítulo foi visto por cerca de 300 mil pessoas. O sucesso do documentário vem sendo comparado ao de “The jinx”, na HBO, e ao do podcast “Serial”.
A série, que acompanha o desenrolar de um crime real, causou mais um abalo na já combalida reputação da polícia americana. Laura e Moira filmam a vida de Steven Avery, homem que passou 18 anos na cadeia por um crime de abuso sexual que não cometera. Depois de ser solto graças a um exame de DNA, em 11 de setembro de 2003, o americano de Manitowoc, no estado do Wisconsin, tornou-se um símbolo das injustiças do sistema penal dos EUA. Então, decidiu processar as autoridades policiais que teriam ignorado, conscientemente, provas de sua inocência.



O processo girava em torno de US$ 36 milhões e colocava em risco as carreiras de diversos agentes da lei envolvidos em sua prisão. Enquanto as investigações sobre o caso corriam, ele foi novamente preso, em 2005, e sentenciado à prisão perpétua, acusado de um homicídio que também afirma não ter cometido. O caso o forçou a desistir da ação legal e a aceitar uma indenização de US$ 400 mil para pagar os custos de sua nova defesa.

Rodada ao longo dos últimos dez anos, em ritmo de slow-journalism, a série expôs a “conspiração do silêncio” que condenou Avery injustamente em 1985. “Making a murderer” acompanha também os fatos que levaram à sua nova prisão, em 2005. Calcado em entrevistas com os parentes e advogados de Avery, o seriado também mostra os depoimentos de policiais, xerifes e detetives envolvidos no caso. Foram 500 horas de entrevistas e outras 180 de gravações de julgamentos.


As duas diretoras souberam do caso através de um artigo de jornal quando terminavam suas graduações em Cinema na Universidade de Columbia. Então, viajaram para a pequenina cidade do interior americano e fixaram residência. Com isso, passaram a documentar todos os detalhes do caso. As reviravoltas reais que sacudiram a vida de Avery desde 1985 são dignas da ficção. Como se as maquinações policiais da primeira temporada de “True detective” encontrassem as paragens geladas de “Fargo” e os mistérios da pequena cidade de “Twin Peaks”.

Conhecido por ser um garoto problemático em Manitowoc, o rapaz de 23 anos era filho de uma família de má reputação e tinha ficha policial (cometera um pequeno roubo e fora preso por maus-tratos a animais). Para completar, ele comprara briga com uma prima, esposa de um policial. Quando um caso de abuso sexual seguido de tentativa de homicídio surgiu, os agentes ignoraram algumas evidências para incriminar Avery. Ele sempre negou a autoria do crime.





Em 2005, restos mortais da fotógrafa Teresa Halbach foram encontrados na propriedade de Avery depois de oito dias de buscas. Novamente preso, ele sustenta que o caso foi uma armação para condená-lo. A estreia da série causou uma apaixonada reação na internet. 
Enquanto alguns veem parcialidade no projeto de Laura e Moira, outros acreditam em uma rede conspiratória que convergiu para a nova condenação do homem.
Um abaixo-assinado pela libertação de Avery foi criado, e os policiais envolvidos na segunda prisão sofreram uma chuva de críticas. Nesta semana, o grupo Anonymous anunciou que reuniu evidências suficientes para livrá-lo da cadeia. Como o caso está longe de chegar ao fim, Laura e Moira garantem que continuam reunindo documentos para novos capítulos da série.
“Nós conversamos com Steven e gravamos as ligações telefônicas. De certa forma, continuamos a produção”, disse Moira ao site “Mashable”.

LEIA A CRÍTICA: http://cinepop.com.br/critica-making-a-murderer-da-netflix-112065

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Foi demitido? Saiba como reagir rapidamente à notícia

Em momentos de crise, a demissão é algo quase que inevitável no mercado. Porém, o trabalhador que é pego de surpresa com o corte, acaba ficando sem saber como organizar o orçamento.


De acordo com o site Meu Bolso Feliz, essa decisão forçada envolve várias providências que podem parecer desagradáveis num primeiro momento, mas revelam-se absolutamente necessárias para você evitar prejuízos maiores e, assim, organizar sem grandes tropeços a sua situação financeira.
O primeiro passo é não entrar em desespero, pois isso não resolverá os problemas. Encare como oportunidade de tomar o controle das suas contas, fazer a revisão de todos os gastos e analisar o que realmente é prioridade, afirma José Vignoli, educador financeiro.
Veja abaixo o que fazer caso perca o emprego: 
1- Esqueça a vergonha e envolva a família
"Tem gente que segue a mesma rotina de acordar cedo e sair de casa só por vergonha de revelar aos parentes e vizinhos que perdeu o emprego”, conta Vignoli. “Isso não pode acontecer". Segundo o educador, a família deve ser envolvida imediatamente e estar junto com você neste momento que está sendo muito difícil para todo mundo. Até porque, na missão de reduzir os gastos, a família deve estar totalmente comprometida, entendendo a situação e contribuindo, cada um à sua maneira, para cortar despesas. “Supérfluos no mercado, refeições fora com frequência, custos com celular, academia, pacotes de TV e internet, tudo isso deve ser revisto. Agora, mais do que nunca, a regra é gastar estritamente com o necessário”, alerta Vignoli.
2- Corte as regalias
Com toda a família ciente de que o padrão de vida terá de cair, está na hora de começar a enxugar os gastos diários. Se você é do tipo que não dispensa uma refeição no restaurante, comece a cozinhar em casa; o almoço fora do lar é uma das regalias que mais costumam onerar o bolso dos brasileiros. Segundo o Datafolha, o gasto médio com almoço em restaurantes no Brasil é de R$ 27,36 por pessoa.“Além disso, pode-se também cortar alguns serviços, renegociar a tarifa de TV a cabo, internet, telefonia ou até rever prazo de pagamento de bens adquiridos”, aconselha Caio Arnaes, gerente sênior da consultoria de recursos humanos Robert Half.
3- Pague o máximo de dívidas que puder
Se, no momento da demissão, você está pendurado em dívidas com taxas de juros, que fazem a sua dívida aumentar rapidamente, principalmente de cheque especial e cartão de crédito, utilize o valor da rescisão e do Fundo de Garantia, se tiver, para se livrar delas. Por mais que isso dê a sensação de estar jogando dinheiro pela janela, é a única forma de conter a bola de neve que poderá empurrá-lo ladeira abaixo se não for contida logo no início. Pagar as contas evita que os juros da dívida cresçam e ela se torne impagável a longo prazo. Lembre-se que, não conseguindo quitar suas dívidas, pode acabar com o nome sujo, o que tornará ainda mais complicado encontrar um novo emprego. “Legalmente, segundo o Tribunal Superior do Trabalho, as empresas têm o direito de consultar serviços de proteção ao crédito, como o SPC, durante o processo seletivo de um candidato”, alerta Arnaes.
4- Seja realista e, se preciso, radicalize
O que não pode é incorrer no erro de deixar tudo como está, enquanto as contas não param de chegar. É preciso, sobretudo, reconhecer que talvez, após perder o emprego, você se encontre vivendo num padrão de vida fora de suas atuais possibilidades. Afinal, ganhando bem, quem nunca se empolgou e acabou comprando eletrônicos demais ou até um carro cujos luxos não eram tão necessários?Pois então, melhor tratar de colocar tudo isso no papel, traçar mudanças de rota e, em casos extremos, tomar atitudes radicais. “Se eventualmente se matriculou em uma academia, por exemplo, é hora de buscar outras opções para se exercitar. Tem mais de um cartão de crédito? Se desfaça de todos, ficando com apenas um e assim por diante”, exemplifica Vignoli.


5- Comece, imediatamente, a procurar emprego
Não caia na bobeira de tirar um tempinho de “férias” antes de começar a, de fato, procurar emprego. “Alguns profissionais, com dez anos na empresa, tiram um, dois meses de ‘férias’ estando desempregados. Isso pode custar caro para achar depois uma nova oportunidade”, adverte Arnaes."Comece desde já a procurar outro emprego, avise todo mundo que está disponível e retome contatos perdidos, pois toda a movimentação profissional sempre demora um tempo. Geralmente, não é ser demitido na sexta e na segunda já ter nova proposta”, complementa o consultor de recursos humanos.
6- Pense fora da “caixinha”
Enquanto não consegue um novo emprego, reflita sobre os seus talentos, recupere contatos e encontre uma forma de assegurar uma renda extra, pelo menos para quitar as contas mais urgentes. Pode ser algo completamente diferente daquilo que você está habituado a fazer, quem sabe até algo que faça de casa mesmo. Por exemplo, quem ama cachorros, pode virar dog walker; se gosta de fotografia e tem uma boa máquina, ofereça-se para fotografar eventos de amigos e colegas. Opções como garçom de buffet, recepcionista de evento e monitor infantil também são boas alternativas, que exigem dedicação parcial e pouca experiência. Além disso, dependendo dos seus talentos, você pode cozinhar ou fazer doces para fora, dar aulas de reforço para estudantes, oferecer-se como treinador de algum esporte, entre outros. Entenda também que, muito provavelmente, suas próximas ofertas de emprego serão para ganhar menos do que vinha conseguindo no trabalho anterior. “Houve um acréscimo muito grande na maioria dos salários nos últimos anos. Agora estamos passando por um ajuste da realidade salarial e se deverá acostumar a receber propostas com redução de 10%, 15% do que se ganhava antes”, explica Arnaes.“Eventualmente, se surgirem trabalhos que paguem menos ou que você se sinta muito qualificado para fazê-lo, não recuse. O momento econômico do Brasil não dá condições para se dizer não”, complementa Vignoli.
7- Tenha em mente que tudo é fase
Se a economia está passando por um período crítico, é verdade também que ela não se manterá assim eternamente e em algum momento deverá retomar o patamar de crescimento. Com algumas mudanças de mentalidade e paciência, nada impede que, num médio prazo, você venha a desfrutar novamente das regalias perdidas neste tumultuado ciclo econômico. E, dessa vez, mais consciente de suas verdadeiras necessidades e sabendo como enfrentar o tão temido monstro do desemprego. 



Quando o RH chama pra conversar a coisa fica séria...